Maio 1, 2008...6:38 pm

“Jesus negão”

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As pessoas não passam de pedaços de bosta. Não porque exalem cheiro ruim (algumas, de fato, até sim) ou sejam pastosas; falo do excremento moral. O politicamente correto encheu as pessoas de pudicícias merdosas e ridiculas. Outro dia, durante uma aula de Metodologia do Português, as monitoras que davam aula no lugar da professora, usaram uma música do Hermes e Renato (“Jesus Negão”) para trabalhar com ironia e duplo sentido. Pronto, bastou para que parte da sala se sentisse ofendida e um porta-voz da “minoria” começasse a jorrar asnidades. O ruim do politicamente correto é que ele não abre espaço para a auto-ironia e, se continuamos assim, sérios e “não-mexa-comigo-porque-eu-sou-preto”, vamos cair no mar de histeria como os Estagnados Unidos onde crianças de seis anos são processadas por abuso sexual. Cresçamos, povo, e deixemos de chiliques: aí sim, seremos todos iguais.
Essas cousas das dores é tão irritante quanto os descendentes de europeus que se pavoneiam por tal ascendência.

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